Os primeiros crentes no deus judaico-cristão formavam um povo que se chamava "santo" - que significa separado, escolhido. E nisso davam prova pela total falta de ciência e de técnica. Pareciam ter por regra: 'Se não é simples e nem rústico, não é de Deus'. Para esses primeiros crentes, o conhecimento e a tecnologia não eram heranças dos filhos de Deus, mas, sim, dos filhos da Serpente. O escritor de Gênesis deixou explícito:
- Os campos produtivos e as belas cidades, os belos tecidos e as tendas produzidas, as armas de metal e as panelas de ferro e bronze, e até os instrumentos musicais, são obras da descendência amaldiçoada! (Gênesis 4:10 a 21)
Mas a que se deve tal pensamento? Em parte pela ideia de que a arte e a invenção eram tidas como a tentativa do ser humano em rivalizar-se com o Criador. Fazer algo além do que Deus tinha feito era também uma mostra de descontentamento e ingratidão. A arte e a ciência eram vistas como produto da rebeldia humana. Mas a razão de tal argumentação era tão somente a despeita e o ego ressentido.
Os hebreus, em pequeno número, invejavam os grandes impérios (Deuteronômio 7:1) e aprenderam desde cedo a fazer o papel de "povo escolhido e perseguido":
- Eles nos odeiam por sermos um povo separado. Nós somos fracos e pequenos, mas somos o povo de Deus!
E com tal desculpa, a tribo dos hebreus se dedicava à arte da pilhagem e da matança. Tudo com a benção e a ordem de Jeovino.
Sabe-se que os hebreus eram chamados de "povo vagabundo e ladrão". Para revidar a ofensa dos goyns ["porcos", "gado humano" - goyns, expressão usada para denonimar os não-judeus], os hebreus diziam:
- Nós andamos na direção de Deus, mas vocês é que são vagabundos, pois não tem Deus. Aliás, vocês são filhos de Caim, o qual recebeu a maldição de "ser fugitivo e vagabundo"! (Gênesis 4:14)
Tudo o que está escrito em Gênesis é fruto de despeita e ressentimento. E tal ego ressentido levou os hebreus à prática do preconceito e do insulto:
- Os filisteus são os descendentes da cópula de demônios com vadias. É por isso que eles tem homens altos e fortes. (Gênesis 6:1 a 4 - sobre a expressão "filhos de Deus" no Judaísmo Primitivo, note Jó 1:6, 7)
- Os cananeus? É um povo zombador e derespeituoso, malditos filhos de Cam, nascidos para serem escravos. (Gênesis 9:18 a 27)
- Os amonitas e os moabitas descendem de mulheres incestuosas e aproveitadoras. (Gênesis 19:30 a 38)
Para cada preconceito criava-se uma estória para justificá-lo. E os preconceitos justificados serviam de base para legitimar todo tipo de atrocidades: roubos, assassinatos, estupros e escravidão. Tudo em nome de Jeová.
Diante desse quadro tão absurdo, pasma-se saber que, posteriormente, o chamado "povo de Deus" soube plagiar e adaptar tudo que foi criado pelos malditos goyns. Salomão, de quem se diz "o homem mais sábio que já existiu", foi o ápice dessa covardia. Basta ver que ele recorreu à ciência e à tecnologia dos "goyns" para a construção do Templo de Jerusalém. (1 Reis 5)
Que pensas disso tudo? Você consegue ver algum paralelo ou semelhança dos hebreus para com o novo "povo de Deus", os chamados 'cristãos'? Arrisque-se.
Paz do espanto
4 comentários:
O que você escreve não é pra qualquer um. Parabéns! Continue na sua força.
Um grande abraço.
Seu blog é ótimo!
Voce escreve muito bem e tem coragem de apresentar assuntos complicados.
Sou seu fã!
De fato! Aliás, tu tem mania de ter razão, parece um cara que eu conheço e que está aqui do meu lado agora enquanto navego na net, hehehehe...
Agora, plágio safado e descarado são os 10 mandamentos, não?
Hamurabi deve ter se revirado no "túmbalo" coitado.
Vc é show de bola..um verdadeiro espetáculo td que escreve..
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