domingo, 6 de fevereiro de 2011

O prisioneiro da eternidade

Se Deus existe, ele é escravo da eternidade. E nem precisamos entrar no mérito da suposta onipotência. A não ser que Deus tenha o poder de cometer suicídio, não mais existir. Mas ele consegue?

Falando nos termos do deus da Bíblia, a própria vontade dele já o trai. A vontade em Deus já o revela como escravo do tédio e da infelicidade. A Epístola aos Efésios nos fala que Deus tem um "beneplácito":

- Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo. (Efésios 1:9)

Ora ora... Toda vontade é segundo a busca de um prazer, e toda busca de prazer indica uma ausência de completude, uma insatisfação.

Entrou na chuva tem que se molhar. O atributo que mais corresponde ao deus da Bíblia não é a onipotência; é o tédio.

É tão simples quanto 1 + 1. Pois, que indica a necessidade do tal deus em criar milhares de anjos para puxarem-lhe o saco de dia e de noite? E não bastasse os anjos, teve que criar os humanos (sem se importar com o processo de muito sofrimento) para que também prestassem-lhe louvores?

O deus da Bíblia não consegue ser feliz sozinho... Ele quer ser louvado, que ser paparicado. E ai de quem não o louvar! Isso é fraqueza, é carência. É tudo, menos onipotência.

Paz do prisioneiro

1 comentários:

Luis Carlos Zanon disse...

cara... vc é d+++++!!!

adorei esse texto!!

vou divulgar seu blog!