terça-feira, 6 de março de 2012

Creio porque é absurdo!


Você fala muito contra a religião. Mas a religião não tem trazido progresso e contribuído para o bem estar das pessoas?

Você quer ganhar fama e seguidores – e muita grana – sem gastar nenhuma moeda? A receita é antiga, mas ainda funciona. É só você falar de coisas invisíveis e ditar coisas impossíveis de se praticar. O que os olhos e a mente não conseguem alcançar, e o que os braços e pernas não conseguem obedecer, exerce um fascínio que ainda poucos conseguem resistir. A maioria tem sede de acreditar e de se agarrar em algo, e quanto mais incrível e impossível esse algo for, melhor! Quanto mais fantástico e absurdo, mais fascinante!

Você pode ver, os filmes de suspense e os filmes policiais fazem grande sucesso. O mistério, o próximo passo da vítima e do assassino prende a sua atenção, e você pragueja quando a energia elétrica cai no momento final. E as revistas de fofocas são muito vendidas. O que é uma fofoca? É algo que você não sabe, mas que, se inclinar o ouvido, vai ficar sabendo. O fascínio da fofoca é em torno de algo que você não sabe, mesmo que seja uma grande mentira.

Nós humanos somos curiosos, somos fascinados pelo que não sabemos. E também pelo que se esconde. Você só compra a Playboy ou uma G Magazine por que você não nasceu com a visão do Super-Homem. Se os cachorros usassem roupas, as bancas de jornal estariam vendendo revista Playdog. A pornografia só existe por conta de que somos obrigados a esconder. E o que é escondido desperta a curiosidade.

Olha o cientista em busca da solução de um enigma. Se não há mistério, a Ciência está acabada. A curiosidade seguida da busca da solução é a chave do progresso. E a Ciência tem brindado a humanidade com suas descobertas. E cada descoberta tem sido um avanço do conhecimento. Mas a religião não oferece progresso algum. Porque na religião não há mistério algum a ser resolvido. Basta você acreditar, e pronto. Não há nada que você possa fazer; apenas crer – mesmo que seja um grande absurdo. Mas é exatamente nisso que consiste a religião: você não busca resolver o mistério; o mistério já está ali pronto, basta você acreditar.

Veja o dogma da Trindade, a ideia de que três pessoas distintas são um só deus. Ninguém consegue entender isso. Você não vai entender, mesmo que tente. Acontece que a Trindade foi feita mesmo para não ser entendida. Não é pra pensar, é pra acreditar. E o que não é pra pensar é chamado de sagrado. E já que você não consegue entender, então é prova de que o sagrado existe, diz o padre. Esse é o truque da religião. O que você não compreende permanece distante e intocável. Isto é muito sedutor. Porque vai atrair a sua atenção, mas nunca vai saciar a sua mente.

Fala-se também de anjos, mas o que vemos são somente pinturas e estátuas. Por que os anjos se parecem com pássaros? E eles usam um saião... Para esconderem o quê?! Nenhum padre responde isso. O que a religião faz é dar a você um mistério que não pode ser resolvido. Na verdade, não pode ser resolvido por que o tal mistério sequer existe.


Paz do absurdo

P.S.: A propósito, o título dessa postagem foi-me dado pelo espírito de Tertuliano, reconhecido teólogo do terceiro século. Certa feita, perguntaram a Tertuliano por que raios ele acreditava na Trindade. Ele simplesmente respondeu: “Creio porque é absurdo.” Ora, pois. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Que fé incrível!

Não dá pra transformar água em vinho. Nem pedra em ouro, por mais que você tente. E não há como transformar uma mentira numa verdade; você pode tentar mascarar, remendar, omitir algo ou fazer qualquer outra tentativa... se alguém estiver pronto a buscar "o fio da meada", o novelo que você construir ruirá num só puxão.

Cristo é uma mentira enorme. A maior mentira já contada. E ela foi desmascarada no segundo e no terceiro século da nossa era. Mas como a maioria gosta de ilusão, de lá pra cá, a cada século essa mentira ganhou uma nova versão. O mais interessante é que Cristo é apresentado sempre como "o libertador". Já repararam? Nos dois primeiros séculos, Jesus era anunciado como o Messias que estava para vir estabelecer o reino de Deus na Terra. Acreditava-se que tudo e...ra eminente. Mas nada aconteceu. Tentaram de todas as maneiras dar um jeitinho na lenda da "segunda vinda" — você pensava que isso era coisa exclusiva de brasileiro, se enganou —, mas nada aconteceu. Quantos profetas com seus anúncios surgiram, e nada!

Por que é tão difícil renunciar uma fé fracassada? Eu fico pensando nesse desespero humano de se agarrar em qualquer coisa, em fechar os olhos para as evidências tão cruas e imaginar o que se bem quer para poder afirmar uma fé. Que miséria! Mas é disso que se compõe as páginas da História. Parece-me mesmo que as pessoas querem ser enganadas, mesmo que seja um autoengano. É por isso que hoje você encontra pessoas que fazem um Jesus sob justa medida de conveniência. Cada um com seu "Personal Jesus". O incrível é quererem dar a ele uma justificativa intelectual, como se o fracasso pudesse ser transformado em vitória por meio de um malabarismo de meia-dúzia de palavras. Mas contra os fatos não há argumentos que se sustentem. Impossível.

Só há um Cristo verdadeiro: o Cristo derrotado. Ele é um fracasso total. Ele não veio, ele não está ali e nem aqui (nunca esteve), nem em nenhum dos seus ditos seguidores. Procure que você não o achará. Qualquer um que venha apresentar um Cristo além do Cristo-Fracassado é um tolo, um demente, um perfeito idiota.

Eu digo para os meus amigos e familiares: "Vocês querem Cristo? Então eu vou lhes mostrar o Cristo e vou lhes ensinar como segui-lo. Tragam-me a Bíblia e vamos ver o que ela nos diz." Não fica um! Eu digo isso para pessoas que se dizem cristãs. Mas nenhuma delas querem encarar o Cristo. No íntimo, elas tem medo. Mas elas precisam de fantasias... elas precisam se masturbar pensando no Cristo morto. Essa fé necrófila vem sendo praticada desde a segunda metade do século II. E você não sabe onde essa tara vai parar, porque a cada dia uma nova fantasia é criada — mesmo que seja para beatificar o que era terrivelmente repudiado pelos primeiros cristãos. Que fé incrível!

Paz dos cretinos

terça-feira, 5 de julho de 2011

A teologia cristã só existe graças a um gay

O que Leonardo Da Vinci, Isaac Newton e Santos Dumont tinham em comum? Além de gênios, eles eram gays. Se hoje alguns religiosos usam a internet e os meios de comunicação para vomitar preconceitos e absurdos, isso se deve graças a gênios como Da Vinci, Newton e Dumont. E digo mais: a própria teologia cristã só existe graças a um gay: Platão, o filósofo grego, que viveu 427 antes da Era Cristã. É só ler a História para se informar.

Fatos:

1) Platão era gay. "Não conheço vantagem maior para um jovem do que ter um amante virtuoso”, ele escreveu no diálogo O Banquete.

2) A palavra teologia não tem sua origem no mundo cristão. Nem sequer está na Bíblia. Foi Platão quem inventou a palavra teologia, num contexto filosófico-político, na obra A República.

3) A fé e a intrepretação das Escrituras Judaicas por Paulo recebeu influências diretas do Platonismo, via Filo de Alexandria, mestre judeu helenista;

4) O grande formulador do Cristianismo foi o paulinista Agostinho, bispo de Hipona, tido como "doutor da fé". Agostinho reconheceu a influência decisiva de Platão na fé cristã.

5) Os primeiros teólogos do Cristianismo referiam a Platão como "o divino".

Sabendo de tudo isso, é uma grande ironia vermos certos padres e pastores sendo porta-vozes da homofobia. É muita ingratidão para com "Platão, o divino"!


Paz da dívida

segunda-feira, 13 de junho de 2011

E sabereis a diferença! - Parte I

Você acredita que ainda existem cristãos verdadeiros? O que você acha que os cristãos originais diriam acerca dos ditos cristãos de hoje? Será que eles saudariam tais crentes como "irmãos em Cristo"? Para termos as respostas certas, somente mesmo indo aos registros da Igreja Primitiva. Você quer mesmo saber? Então esteja atento a cada palavra do que se segue. 


Dediquei-me, na noite de ontem, a ler a Primeira Epístola de Pedro. À medida que ia lendo os capítulos e assuntos tratados, era-me impossível não lembrar dos inúmeros testemunhos dos primeiros cristãos. Quão diferente do ditos cristãos de hoje! Vejamos um flagrante:

- Semelhantemente [o escritor falava anteriormente sobre a submissão que os homens devem ao rei e ao patrão - ele evoca aqui o mesmo modelo referente ao casamento] vós, mulheres sede submissas a vossos próprios maridos, para que também, se alguns deles não obedecem à Palavra, pelo procedimento de suas mulheres, sejam ganhos sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor. (1 Pedro 3:1, 2)

Será que o modelo original da mulher cristã era ficar em silêncio e guardar a periquita? É o que indica o contexto. No segundo capítulo, Pedro já tinha evocado o princípio da abstinência:

- Amados, peço-vos como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais dos desejos que combatem contra a alma. (2:11)

Que valor tinha para os cristãos a abstinência e a castidade? Pedro faz menção:

- Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. (3:7)

Que entendimento os cristãos primitivos tinham concernente à vida sexual no casamento? Era segundo o princípio da abstinência. Se o casal cristão é dado aos desejos sensuais, as orações são impedidas de chegar a Deus, ensinavam.

Vejamos agora, para bem nos acercarmos, o testemunho de alguns da igreja das origens:

- ... às mulheres lhes encarregavam a execução de todos seus deveres numa consciência sem mancha, apropriada e pura, dando a seus próprios maridos a consideração devida; e lhes ensinavam a guardar a regra da obediência, e a reger os assuntos de suas casas com propriedade e toda discrição. (Clemente de Roma, 30-100 d.C.)

Clemente exortava:

- Guiemos a nossas mulheres para o que é bom: que mostrem sua formosa disposição de pureza; que provem seu afeto sincero de bondade; que manifestem a moderação de sua língua por meio do silêncio; que mostrem seu amor, não em preferências partidárias, senão sem parcialidade para todos os que temem a Deus, em santidade.

Policarpo, no ano 135, escreveria tais recomendações:

- Ensinemo-nos primeiro a andar no mandamento do Senhor; e depois a nossas esposas também, a andar na fé que lhes foi dada e em amor e pureza, apreciando a seus próprios maridos em toda verdade e amando a todos os homens igualmente em toda castidade, e criando a seus filhos no temor de Deus.

A castidade e a abstinência sexual, mesmo no casamento, eram tidas em grande apreço pelos primeiros cristãos. Polícrates, no ano 190, fez os elogios:

- Falo de Felipe, um dos doze apóstolos, o qual foi repousar em Hierápolis. Falo também de suas duas filhas que chegaram à velhice sem casar-se. Sua outra filha também [casada], que passou sua vida sob a guia do Espírito Santo, jaz em Éfeso.

Seria suficiente ler tais aportes para sabermos acerca da sexualidade dos primeiros cristãos? O princípio da castidade não era somente praticada pelos cristãos solteiros, mas tambpém pelos cristãos casados. De Clemente de Alexandria, em 195, encontramos tal declaração:

- Suas esposas foram com eles [os apóstolos], não como esposas, senão como irmãs.

O que confirma o mandamento expresso de Paulo em 1 Coríntios:

- Que os casados sejam como se não fossem casados. (7:29)

Você vê esse comportamento nos ditos cristãos de hoje? Não, não se vê. Antes, os líderes dão incentivo exarcebado a que os jovens se casem tendo em vista o "aumento do rebanho". Mas quão diferente eram os primeiros cristãos! Justino Mártir, no ano 160, exaltava-se:

- Entre nós há muitos e muitas que, feitos discípulos de Cristo desde a meninice, permanecem virgens até os sessenta e os setenta anos... e eu me glorio que se os posso mostrar de entre toda raça humana!

E Atenágoras, no ano 175, repetia o que tinha aprendido dos apóstolos:

- O mero pensamento e desejo de coito nos aparta da comunhão com Deus.

O próprio Atenágoras testemunharia acerca dos primeiros cristãos:

- E até é fácil achar entre nós muitos homens e mulheres que chegaram virgens até sua velhice com a esperança de atingir assim uma maior intimidade com Deus.

O cristão Metodio, do ano 290, dizia ter o verdadeiro gozo:

- A ti consagro minha pureza, ó Divino Esposo! E vou a teu encontro com o lustre brilhante em minha mão. Abandonei os tálamos e palácios de casamentos terrenos por ti, ó Divino Mestre! Resplandecente como o ouro; a ti me acerco com minhas vestimentas imaculadas, para ser a primeira em entrar contigo na felicidade completa da câmara nupcial.

Metodio expressava o que era comum na primeva igreja:

- Esqueci minha pátria arrastada pelo encanto ardente de tua graça, ó, Verbo divino! Esqueci os coros das virgems colegas de minha idade e a felicidade de minha mãe e de minha raça, porque tu mesmo, tu, ó, Cristo!, és tudo para mim

E que tal chupar essa manga? É Justino Mártir, no ano 160, quem diz:

- Não contraímos casamento senão para a procriação e educação dos filhos ou, se renunciamos a ele, vivemos em perpétua continência.

Difícil de chupar?

Que pensais agora a respeito dos primeiros cristãos? Não dá, evidentemente, para compará-los com os ditos cristãos de hoje, não é mesmo? O uso de camisinha, a laqueadura ou a vasectomia, ou fazer uso de qualquer outro método contraceptivo está em desacordo com a visão dos primeiros cristãos. Considere:

- A mulher será salva dando à luz filhos, e se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santidade. (1 Timóteo 2:15)

O que você acabou de ver é apenas uma palhinha. Há muito mais! Se você quer saber mais a respeito da fé e vida dos primeiros cristãos, não deixe de conferir a continuação desta presente série!


Paz da História

P.S.: Por motivos de força maior, a resposta da charada apresentada no tópico anterior será adiada. Não se descabele. Há tempo para tudo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espera sentado que em pé cansa e dá varizes

Depois do mais novo fiasco da "volta de Jesus", que estava para acontecer neste 21 de maio (veja aqui!), outras datas estão por serem agendadas. Aliás, algumas já estão marcadas! - como o leitor verá até o fim deste post. O que não é de hoje. Ao longo da História, teólogos e visionários apontaram uma data como certa para o retorno triunfal do Cristo. A lista é imensa. Veja a seguir o nome de cada profeta bem como as datas ou prazos propostos:

JesusSim, o primeiro a constar na longa lista é nada menos que Jesus. É certo que Jesus não disse o dia e nem a hora em que ele viria [Mateus 24:36], mas ele estabeleceu um prazo para a sua volta. Ele deu a entender que o seu retorno triunfal e o fim do sistema de coisas estavam muito próximos. Mas quão próximo? Confira:

- Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. (Mateus 24:34 – veja também Marcos 13:30 e Lucas 21:3)

O prazo estabelecido pelo próprio Jesus para a sua vinda foi o tempo de vida da geração ou, mais precisamente, de seus seguidores:

- Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino. (Mateus 16:27, 28 – veja também Marcos 8:38; 9:1 e Lucas 9:26–27)

Alguns daqueles que escutavam Jesus, não morreriam. Eles receberam a promessa de que seriam testemunhas do seu retorno em glória. Até mesmo antes que as cidades de Israel fossem evangelizadas, o fim das coisas aconteceria:

- Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem. (Mateus 10:23)

A igreja das origens – Os primeiros cristãos acreditavam no eminente retorno triunfal de Cristo. Eles tinham a certeza de que presenciariam o segundo advento antes do fim do primeiro século ou antes da metade do século II. O autor do Livro do Apocalipse foi bem expressivo:

- Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo os que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. (1:7)

E Paulo foi bastante sucinto ao dizer:

- Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. (1 Tessalonicenses 4:15)

Diante da expectativa do “grande acontecimento”, os cristãos das origens usavam expressões fortes que não deixavam dúvida quanto a fé que os movia. Eles acreditavam que já estavam vivendo “os últimos dias”. Note:

- Já está próximo o fim de todas as coisas, portanto sede sóbrios e vigiai em oração (1 Pedro 4:7)

- Tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. (1 Coríntios 10:11)

O leitor encontrará nas Escrituras Cristãs tais expressões equivalentes: consumação dos séculos (Hebreus 9:26), fim do mundo (Mateus 28:20); últimos dias (Atos 2:15 a 17), últimos tempos (1 Pedro 1:20), e, a última hora (1 João 2:18).

Mas Jesus não veio... E então, entre os anos 100 e 160, a Segunda Carta de Pedro foi escrita, na tentativa de acalmar os cristãos diante do constrangimento e do escárnio:

- Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (2 Pedro 3:8)

Esse verso deu alento a muitos, mas não a todos. Pois, alguns guardaram bem o que tinham ouvido: "Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam." Aos esperançosos, à esperança que nunca cansa. Ou melhor, a ilusão que se perpetua. E a História testifica. Veja a seguir os nomes de alguns “profetas” e das datas ou prazos que eles estabeleceram como certos para o segundo advento de Cristo:

Clemente, bispo de Roma – 90
Montanus 160 a 200, todos os cristãos são chamados a estarem em Pepusa, cidade da Frígia (atual Turquia), para darem boas-vindas a Jesus.
Hipólito de Roma, teólogo 200
Cristãos em geral – 247, Roma está comemorando seu milésimo aniversário. A perseguição aos cristãos aumenta, e muitos acreditam na iminência da volta de Jesus.
Lactantius Firmianus, escritor cristão e tutor do filho de Constantino I250 a 350
Hilário de Poitiers, bispo e doutor da Igreja – 365
Donatistas, cristãos do Norte da África – 380
Martin de Tours, bispo – antes do ano 400
Hipólito de Roma, teólogo e apologista – 500
Irineu, teólogo e apologista – 500
Sextus Julius Africanus, historiador cristão do final do século II e início do século III, responsável pelo "aniverário de Jesus em 25 de dezembro" 500 
Gregório I, papa – 590 a 604
Beato de Lieband, monge espanhol – véspera da Páscoa de 793
Gregório de Tours, bispoentre 799 e 806
Thiota, profetisa – 848
Adso de Montier-en-lder, monge – 950, o ano da vinda do Anticristo e, antes do ano 1000, a volta de Jesus.
Cátaros e lotaríngios  – sexta-feira, 25 de março de 970.
Bernard da Turíngia  – 992, quando a Páscoa cai numa sexta-feira, Jesus aparecerá
Cristãos em geral, incluindo Agostinho, teólogo e doutor da Igreja – 1 de janeiro de 1000
Cristãos em geral – 1033, no "aniversário do milênio da morte de Jesus", as estradas para Jerusalém encheram-se de um número sem precedentes de peregrinos.
Guibert de Nagent 1100
Vários profetas cristãos 1184
João de Toledo 1186, a "nova ordem mundial", a volta de Jesus e o juízo final.
Arnold, monge dominicano 1260, os pobres são chamados a esperar a vinda de Jesus, o qual revelará que o Papa é o Anticristo.
Joaquín di Fiore, teólogo místico italiano – 1260 a 1290, em sua obra Expositio in Apocalypsia, ele dividia a História em três eras: a Era da Lei (o Pai), a Era do Evangelho (o Filho) e a Era Final do Espírito Santo - que era eminente, pois o Anticristo já estava em Roma.
Inocêncio III, papa – 1284, o ano que marca 666 anos após a fundação do Islã.
Seguidores de Joaquín di Fiore1290
Petrus Olivi  e seguidores de Joaquín di Fiore a aparição do Anticristo entre 1300 e 1340, após o que o mundo entraria na Era do Espírito que só terminaria por volta do ano 2000 com o Armagedom e o Juízo Final.
Cristãos alemães 1300,  na expectativa e medo do retorno do Imperador Frederico II, considerado, um século antes, como o Anticristo: o terrível governante que castigaria a Igreja antes da volta de Jesus.
Gerard de Poehide 1306, soltura de Satanás e, em 1346, a vinda de Jesus.
Frade Dolcino e a Ordem dos Irmãos Apostólicos 1307, a Era do Espírito seria trazida com a vitória dos Irmãos Apostólicos sobre as forças do "Anticristo" (o Papa). Dolcino e seus seguidores pereceram na Batalha de Monte Rebello.
Seguidores de Joaquín di Fiorere-agendamento, 1335.
Agnolo di Tura e cristãos em geral – 1346 e anos seguinte (contexto: a Peste Negra).
Os Flagelantes em 1346 afirmam que o movimento dos flagelantes durará trinta e três anos e meio, o que culminará no Segundo Advento.
Arnaldo de Villanova, médico e católico escolástico – 1364
Jean de Roquetaillade, asceta francês entre 1366 e 1370. Ele escreveu um "Manual de Sobrevivência" para cristãos os dias da Grande Tribulação.
Militz de Mromeriz, arquidiácono – 1367, o começo do fim.
Seguidores de Joaquín de Fiore (agora chamados de "Joaquitas") – 1378
Walter Brute, um dos seguidores de John Wycliffe – 1394
Taboritas, tendo Martinek Hausha por profeta, ligados aos seguidores de Jan Hus, reformista bohêmio – entre 01 de fevereiro e 14 de fevereiro de 1420, Deus destruiria as cidades com o Fogo Sagrado e então se iniciaria o Milênio de Paz.
Hans Böhm, místico bohêmio 1476
Girolamo Savonarola, padre dominicano e reformista italiano – 1490
Vários profetas – 1496
Cristãos em geral – 1500, por causa da mística dos dois zeros.
Botticelli, artista italiano 1503, com base nas previsões de Girolamo Savonarola, legenda uma de suas pinturas, A Natividade Mística, com uma mensagem de aviso que o mundo acabará dentre 3 anos.
A. Artopaeus – 1520
Nicholas Storch, tecelão e estudioso da Bíblia1520
Thomas Müntzer, anabatista e reformador 1520
J. Funck – 1521
Anabatistas em St. Gallen, Suíça 1526
Frederick Nausea1532
Melchior Hoffman, anabatista – 1533
Jan Matthys, outro anabatista05 de abril de 1534
Johannes Cocceius, teólogo alemão – 1552
Martinho Lutero, pai da reforma protestante – cerca de 1570 a 1600. “Lutero tinha profetizado que, depois de sua morte, o Evangelho desapareceria”, afirma o escritor luterano Robin Bruce Barnes.
Aretius – 1572
John Napier, matemático e estudante de profecias escocês – 1576
Edwin Sandys, arcebispo anglicano – 1600
Tomasso Campanella, monge dominicano1603
Andreas Osiander, dirigente luterano – 1635
J. Tilinghast – 1656
Cristãos em geral 1666, o Grande Incêndio de Londres, ano em que cristãos e judeus acreditaram que "era chegado o fim dos dias", numa rara demonstração de "apocaliptismo ecumênico". Os judeus estavam certos de que o Messias havia de aparecer, e, os cristãos, assombrados com o número 666, aguardavam a segunda vinda de Jesus.
Os Velhos Crentes, católicos ortodoxos – 1669
A. Osiander – 1672
Adam Nachenmoser, zeloso luterano – 1688
Benjamin Keach, pastor batista reformado – 1689
Johann Jacob Zimmerman, profeta alemão 1694, Zimmerman reune peregrinos para acompanhá-lo para a América, tida como "a Mulher do Deserto", em referência a Apocalipse 12:6.
T. Beverley – 1697
G. Nigrinus – 1701
P. Jurieu – 1714
Isaac Newton, pai da Física Clássica e seguidor de Ário – 1733
William Whitson, teólogo e matemático – 13 de outubro de 1736
Charles Daubuz, huguenote – 1736
Emanuel Swedenborg, teólogo e místico1757
George Bell, seguidor de John Wesley – 1763
J. Bicheno – 1789
J. Bayford – 1789
L. Way – 1791
Ann Lee, fundador da "United Society of Believers in Christ’s Second Appearing", os Shakers1792
W. Cuninghame – 1792
J.H. Frere – 1792
J. Fry – 1797
E. King – 1798
Christopher Love, ministro da Presbiteriana – 1805
Joanna Southcott, profetisa 1814, aos 64 anos de idade, virgem, Joanna acredita que foi escolhida para ser a nova mãe de Jesus. Ela parecia mesmo estar grávida, e dizia que Jesus iria nascer "novamente" no 25 de dezembro. Por ironia, Joanna morreu de um edema no dia do Natal.
Margaret McDonald – 1830
William Miller, pastor batista –  fim de 1834
William Miller – 1836
William Miller – 21 de março de 1843
William Miller – 21 de março de 1844
William Miller – 18 de abril de 1844
William Miller – 22 de outubro de 1844
John Acquila Brown – 1844
Samuel S. Snow, pastor da Igreja Congregacional – 22 de outubro de 1844
Cristãos em geral 1856, a Guerra da Criméia é acreditada por muitos como sendo a Batalha do Armagedom
William Miller – 1847
J. P. Petri – 1847
R. Fleming – 1848
W.C. Davis – 1848
Galloway – 1849
William Miller – 1850
Ellen G. White, fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Em junho de 1850, previu que "o mundo irá durar só mais alguns meses"
William Miller – 1852
William Miller – 1854
William Miller – 1855
Ellen G. White – em uma reunião em Batle Creek, no ano de 1856, profetizou que todos ali presentes veriam ainda vivos a volta de Jesus.
William Miller – 1863
William Miller – 1866
D. Pareus – 1866
W. Whiston – 1866
G.S. Faber – 1866
J. Gill – 1866
John Cumming, reverendo da Igreja Nacional da Escócia – 1867
William Miller – 1868
William Miller – 1873 ou 1874
William Miller – 1877
Charles Taze Russel, fundador das Testemunhas de Jeová – 1878, "volta espiritual de Jesus"
H. Wood – 1880
W. Hales – 1880
Charles Taze Russel – 1881, Armagedom
Charles Piazzi Smyth, astrônomo real da Escócia – a segunda vinda de Cristo e o final dos tempos, em datas que iam de 1882 a 1960.
Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon – 1891
Michael Boxter 1896
The Brothers and Sisters of the Red Death, cristãos russos – 1900, especificamente em 13 de novembro, o "Fim do Mundo". Mais de 100 pessoas cometeram suicídio.
Lee T. Spangler 1908, o ano em que o Inferno subiria e consumiria a Terra.
Charles Taze Russel – 1914, a Primeira Guerra Mundial é vista como o Armagedom.
Charles Taze Russel – 1918, a vinda de Jesus.
Alguns cristãos vção na onda do meteorologista Alberto Porta – 1919
Thomas M. Chalmers, destacado líder das Assembléias de Deus – 1922
Joseph Rutherford, sucessor de Russel nas Testemunhas de Jeová – 1925
Margaret Rowan 1925, o mundo acabaria numa sexta-feira 13!
Líderes da Assembléia de Deus – até 1934 ou 1935 (profecia dada no ano de 1916)
Herbert W. Armstrong, fundador da Igreja Mundial de Deus – 1936
Cristãos em geral  – 1939, Segunda Guerra Mundial é vista como "o começo do fim"
Testemunhas de Jeová – 1941
Alguns grupos cristãos vão na onda de Isaa M. Haldeman, pastor batista – 1948 a 1955 (contexto: a fundação do Estado de Israel)
Agnes Carlson, fundador dos Filhos da Luz1953
Alguns cristãos vão na onda do piramidologista David Davidson – 1953
Mihran Ask, pastor – entre 16 e 23 de abril de 1957
Victor Houteff, fundador dos Davidianos acreditava que o fim estava próximo. Após sua morte, sua esposa estabeleceu 22 de abril de 1959 como a data certa para o fim do mundo.
Alguns grupos cristãos – 1967 (contexto: "Guerra dos Seis Dias" feita por Israel)
Reverendo Moon1967
Hal Lindsey, pastor evangélico norte-americano – 1970, no livro "The Late Great Planet Earth", afirma que "o fim já começou".
Herbert W. Armstrong – 1975
Testemunhas de Jeová – 1975
Willian Branham, fundador da Tabernáculo da Fé – 1977
Chuck Smith, pastor da Cavalry Chapel – 1981
Pat Robertson – Em 1976, ele declarou em um programa de televisão que Jesus voltaria em 1982.
Lester Sumrall, fundador do Lester Sumrall Evangelistic Association – 1987 a 2000
Hal Lindsey – 1988 ou 1989
Edgar Whisenant – entre 11 e 13 de setembro de 1988
Edgar Whisenant – entre 11 e 13 de setembro de 1989
Edgar Whisenant – 1990, terceira tentativa
Edgar Whisenant – 1991, quarta tentativa
Edgar Whisenant – 1992, quinta tentativa
Bang-Ik Ha, profeta da Missão Mundial Taberah – 1992
Lee Jang Rim, pregador da Coreia do Sul – 1992
Edgar Whisenant – 1993, sexta tentativa
David Brandt Berg, fundador da Meninos de Deus – 1993
Edgar Whisenant – 1994, sétima e última tentativa
Testemunhas de Jeová – 1994
Fraser – 1998
R. Fleming – 2000
Credonia Mwerinde, a profetisa de Uganda  – o fim do mundo ocorreria na virada do milênio. O que aconteceu foi o suicídio de cerca de 3600 fiéis..
Miranda Leal, fundador da Igreja Pentecostal Só o Senhor é Deus
–  01 de janeiro de 2000
Valnice Milhomens – em um sábado de 2007, possivelmente em 07 do 07 de 2007.
Harold Camping, pastor da Family Radio – 21 de Maio de 2011


Ei! Você ainda está aqui? Eu também! Mas não se desespere, já se tem novas datas para a vinda de Jesus! Dessa vez, é certeza: Jesus vai voltar! Então, esteja atento para não perder o disco voador! Marque já na sua agenda:

Na onda do "Calendário Maia" e na do autor “Código da Bíblia”2012
Dong Yu Lan, líder do movimento Igreja Local no BrasilDong Yu Lan se apresenta como porta-voz do "último ministério" que antecederá a volta de Jesus. O certo é que o Dong está quase batendo as botas, o que indica mesmo que Jesus já está vindo... Se Jesus vem trepado num cavalo branco ou montado num meteoro, isso é um grande mistério. Vamos aguardar maiores revelações.
NASA2013
Neuza Itioka, fundadora do Ministério Ágape Reconciliaçãovolta de Jesus entre 2017 e 2018, após os "Illuminates" e a ONU se unirem pelo Anticristo.
Isaac Newton – 2060


Paz do banquinho

sábado, 14 de maio de 2011

A crença é o caminho do covarde


Uma vez um novato perguntou a um mestre zen: "Mestre, qual é o primeiro princípio?” Sem hesitação o mestre replicou: "Se eu lhe dissesse, ele se tornaria o segundo princípio". 

O primeiro princípio não pode ser dito. A coisa mais importante não pode ser dita, e o que pode ser dito não será o primeiro princípio. No momento em que a verdade é proferida, ela se torna uma mentira; o próprio ato de proferi-la é uma falsificação.

Assim, todas as escrituras de todas as religiões só contêm o segundo princípio, não o primeiro princípio. Elas contêm mentiras, não a verdade, porque a verdade não pode estar contida em nenhuma palavra, qualquer que ela seja. A verdade só pode ser conhecida por meio da experiência. A verdade pode ser vivida, mas não há um modo de se dizê-la.

A palavra é um eco muito, muito distante da experiência real. Ela está tão distante do real que é mesmo pior do que o irreal porque pode lhe dar uma falsa confiança. Pode lhe oferecer uma falsa promessa. Você pode acreditar nela, e esse é o problema.

Se você começa a acreditar em algum dogma, você vai continuar não alcançando a verdade. A verdade tem de ser conhecida por experiência. Nenhuma crença pode ajudá-lo nesse caminho; todas as crenças são barreiras.

Todas as religiões são contra a religião — tem de ser assim pela própria natureza das coisas. Todas as igrejas são contra Deus. As igrejas existem porque preenchem uma certa necessidade. A necessidade é que as pessoas não querem fazer nenhum esforço; elas querem expedientes fáceis. A crença é um expediente fácil.

O caminho para a verdade é difícil; é uma tarefa penosa. É preciso passar pela morte total — é preciso destruir completamente o próprio eu; só assim se dá o novo nascimento. A ressurreição só vem depois da crucificação.

Para evitar a crucificação nós criamos crenças. Crenças custam muito pouco. Você pode acreditar e permanecer a mesma pessoa. Pode seguir adiante acreditando, e não se exige nenhuma mudança básica em seu padrão de vida. Não exige nenhuma mudança em sua mente e, a menos que sua mente mude, a crença não passa de um brinquedo.Você pode brincar com ela, pode se enganar com ela, mas ela não vai alimentá-lo.

Pense numa criança que esteja brincando no jardim de casa, brincando com leões imaginários e, de repente, ela tem de encarar um leão de verdade que fugiu do zoológico. Agora ela não sabe o que fazer. Está aterrorizada e fora de si. Está paralisada; não consegue nem mesmo correr. Ela estava totalmente à vontade com o imaginário, mas com o real ela não sabe o que fazer.

Essa é a situação de todos os que seguem brincando com crenças, conceitos, filosofias, teologias. Fazem perguntas só por fazer. A resposta é a última coisa em que estão interessados. Eles não querem a resposta. Continuam brincando com as perguntas, e cada resposta os ajuda a criar novas perguntas. Cada resposta não passa de um trampolim para mais questões.

A verdade não é uma pergunta. É uma jornada! Não é intelectual. Ela é existencial. A inquirição é uma aposta, uma aposta com sua vida. É preciso muita coragem. A crença não precisa de coragem. A crença é o caminho do covarde. Se você for um cristão, um hindu ou um maometano, você é um covarde. Você está evitando o leão real, está fugindo do leão real.

Se você quer enfrentar o real, então não há necessidade de ir a qualquer igreja, não é preciso procurar nenhum padre, porque o real o rodeia por dentro e por fora. Você pode enfrentá-lo — ele já está ali.


Osho, em "Zen: Sua História e Seus Ensinamentos"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Depois da pregação vem a tentação

Pra quem não sabe, a co-autora no assassinato da menina Isabella Nardoni, agora é crente. Ela encontrou Jesus na privada da cadeia. Segundo a notícia, "na cadeia, Anna Carolina virou evangélica e faz pregações nos momentos em que está em grupo". Olha só como Deus é bom!

Leia aqui a notícia:

http://portaldt.com/ana-carolina-jatoba-se-converte-e-prega-em-presidio/

Mas, fiquei pensando, tristemente, no infortúnio dessa irmã em Cristo... Coitada! Não pode mais ir ao shopping e nem pode mais meter com o marido!

Será que a irmã Anna bate uma siririca? Depois da pregação vem a tentação... Vocês sabem como é que é, né?


Paz do dedinho

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Antes que Jesus volte...

Isso aconteceu. Está registrado na história do Evangelicalismo Brasileiro.

Com a chegada do novo milênio, uma frase tornou-se corriqueira entre muitos pentecostais:

- Está escrito: "De mil passará mais de dois mil não passará".

Os fiéis da "Só o Senhor é Deus" eram os mais crentes nisso. E isso devido à "visão" que o missionário Alécio Miranda Leal, o fundador da seita, recebeu de Jesus:

- Avise o meu povo para se preparar. Na virada do milênio, eu voltarei com o soar das trombetas. E ai de quem ficar! É a última chance que estou dando aos pecadores.

Com tal mensagem, Miranda Leal incentivava os crentes a darem tudo em pró do "ultimato". Na eminência da volta de Jesus, agora nada mais na Terra importava: os fiéis seriam arrebatados. Muitos fiéis pediram demissão de seus empregos e tiraram seus filhos das escolas. Casas e carros foram vendidos para que o dinheiro fosse empregado na "última grande obra de evangelização". A obra é de urgência, repetia à exaustão o missionário. Até uma 'conta bancária especial' foi aberta para que os irmãos fizessem os depósitos.

Mas de todos os impressionantes fatos que se sucederam, nada se compara à onda de casamentos púberes. O depoimento de um pastor da tal igreja é expressivo:

- Quase todos os jovens da igreja se casaram, em diferentes lugares do Brasil. Queriam provar como era a vida de casado... [risos] Muitos fizeram isto com 14, 15 ou 16 anos de idade, pois a igreja Só o Senhor é Deus não exige o casamento no civil, o que vale é o casamento religioso.

No céu não se faz sexo. Lá os pintos, as bucetas e os cus no eczistem - embora todos tenham pernas, braços e usem um saião, o que é muito interessante... Então os crentinhos quiseram aproveitar enquanto tinham as bolas. E mandaram ver. 1999 foi o ano em que os crentes mais meteram!

E nesse ano a história se repete. Sim, estamos às vesperas da volta de Jesus! 21 de maio está chegando. Se prepara irmão! Venda sua casa e seu carro e invista tudo na evangelização! E aproveite enquanto Jesus não lhe tira as bolas! Antes que Jesus volte, mete, mete, mete, mete, mete, mete, mete, mete...


Paz dos últimos dias

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por despeita e ressentimento

Os primeiros crentes no deus judaico-cristão formavam um povo que se chamava "santo" - que significa separado, escolhido. E nisso davam prova pela total falta de ciência e de técnica. Pareciam ter por regra: 'Se não é simples e nem rústico, não é de Deus'. Para esses primeiros crentes, o conhecimento e a tecnologia não eram heranças dos filhos de Deus, mas, sim, dos filhos da Serpente. O escritor de Gênesis deixou explícito:

- Os campos produtivos e as belas cidades, os belos tecidos e as tendas produzidas, as armas de metal e as panelas de ferro e bronze, e até os instrumentos musicais, são obras da descendência amaldiçoada! (Gênesis 4:10 a 21)

Mas a que se deve tal pensamento? Em parte pela ideia de que a arte e a invenção eram tidas como a tentativa do ser humano em rivalizar-se com o Criador. Fazer algo além do que Deus tinha feito era também uma mostra de descontentamento e ingratidão. A arte e a ciência eram vistas como produto da rebeldia humana. Mas a razão de tal argumentação era tão somente a despeita e o ego ressentido.

Os hebreus, em pequeno número, invejavam os grandes impérios (Deuteronômio 7:1) e aprenderam desde cedo a fazer o papel de "povo escolhido e perseguido":

- Eles nos odeiam por sermos um povo separado. Nós somos fracos e pequenos, mas somos o povo de Deus!

E com tal desculpa, a tribo dos hebreus se dedicava à arte da pilhagem e da matança. Tudo com a benção e a ordem de Jeovino.

Sabe-se que os hebreus eram chamados de "povo vagabundo e ladrão". Para revidar a ofensa dos goyns ["porcos", "gado humano" - goyns, expressão usada para denonimar os não-judeus], os hebreus diziam:

- Nós andamos na direção de Deus, mas vocês é que são vagabundos, pois não tem Deus. Aliás, vocês são filhos de Caim, o qual recebeu a maldição de "ser fugitivo e vagabundo"! (Gênesis 4:14)

Tudo o que está escrito em Gênesis é fruto de despeita e ressentimento. E tal ego ressentido levou os hebreus à prática do preconceito e do insulto:

- Os filisteus são os descendentes da cópula de demônios com vadias. É por isso que eles tem homens altos e fortes. (Gênesis 6:1 a 4 - sobre a expressão "filhos de Deus" no Judaísmo Primitivo, note Jó 1:6, 7)

- Os cananeus? É um povo zombador e derespeituoso, malditos filhos de Cam, nascidos para serem escravos. (Gênesis 9:18 a 27)

- Os amonitas e os moabitas descendem de mulheres incestuosas e aproveitadoras. (Gênesis 19:30 a 38)

Para cada preconceito criava-se uma estória para justificá-lo. E os preconceitos justificados serviam de base para legitimar todo tipo de atrocidades: roubos, assassinatos, estupros e escravidão. Tudo em nome de Jeová.

Diante desse quadro tão absurdo, pasma-se saber que, posteriormente, o chamado "povo de Deus" soube plagiar e adaptar tudo que foi criado pelos malditos goyns. Salomão, de quem se diz "o homem mais sábio que já existiu", foi o ápice dessa covardia. Basta ver que ele recorreu à ciência e à tecnologia dos "goyns" para a construção do Templo de Jerusalém. (1 Reis 5)

Que pensas disso tudo? Você consegue ver algum paralelo ou semelhança dos hebreus para com o novo "povo de Deus", os chamados 'cristãos'? Arrisque-se.


Paz do espanto

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Por que se dividem tanto?

Deveriam ser o povo mais feliz, o mais unido, o mais família... Não dizem, pois, ter o Espírito Santo?

Mas por qual razão os cristãos não se entendem? A cada dia uma nova divisão. E cada líder da nova divisão se acha dono da verdade, detentor da "revelação". Por que é assim?

Sabem qual é o maior furo da Bíblia? Este aqui, ó:

- Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. (João 17:21)

É um furo porque não há prática alguma de unidade, a não ser a prática da desunião, da contenda, da divisão!

Acho bem engraçados os esforços que fazem em "evangelizar o mundo" quando a própria oração de Jesus delimita o alcance do crer: tudo depende da unidade dos cristãos. Mas isso é um impossível, dada a realidade de tantas seitas (de secção, divisão) - cada qual se achando a "verdadeira igreja" ou "a mais adequada de todas".


Paz da descrença